- n° PAGS:416
- ISBN:978-989-657-023-1
- DIMENSÃO:15 x 21 cm
– Deves estar a brincar comigo – disse o segurança, cruzando os braços no peito maciço. Baixou os olhos para o rapaz de blusão vermelho e abanou a cabeça rapada. – Não podes trazer essa coisa para aqui.
Os cinquenta e tal adolescentes que faziam fila à porta da Discoteca Pandemónio inclinaram‑se para ouvir melhor. Era uma longa espera entrar naquela discoteca para todas as idades, especialmente ao domingo, e, em geral, a bicha pouco se movia. Os seguranças eram ferozes e ameaçavam imediatamente quem parecesse querer armar sarilho. Clary Fray, de quinze anos de idade, acompanhada pelo seu melhor amigo, Simon, inclinou‑se juntamente com os demais à espera de um pouco de excitação.
– Vá lá. – O miúdo levantou a coisa por cima da cabeça. Parecia uma estaca de madeira pintada numa ponta. – Faz parte do meu traje.
O segurança franziu o sobrolho.
– Vens vestido de quê?
O rapaz sorriu. O seu aspecto era suficientemente normal. Para entrar no Pandemónio, pensou Clary. Tinha cabelo azul‑eléctrico arrepiado à volta da cabeça como os tentáculos de um polvo espantado, mas nenhuma tatuagem no rosto nem peças metálicas enfiadas nas orelhas ou nos lábios.
– De caçador de vampiros. – Apoiou a coisa de madeira no chão e esta vergou tão facilmente como uma erva. – Não é verdadeira. É de borracha. Está a ver?
Os grandes olhos do rapaz eram de um verde demasiado brilhante, repa rou Clary, da cor de anticongelante, de erva na Primavera. Provavelmente eram lentes de contacto coloridas. O segurança encolheu os ombros, brus camente farto.
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