- n° PAGS:144
- ISBN:978-989-657-055-2
- DIMENSÃO:15,5 x 23,5 cm
Embora A Cabana tenha tido muitos elogios, também provocou alguma controvérsia. Sem dúvida, o elemento isolado mais surpreendente no livro é a revelação de Deus Pai como «Papá», uma negra enorme que dá grandes abraços e balança os quadris quando escuta música. Aumenta a surpresa o facto de o Espírito Santo surgir como uma misteriosa mulher asiática chamada Sarayu. Para completar esta revelação desconcertante, a certa altura Mack é interrogado por uma misteriosa personagem feminina chamada Sophia, posteriormente descrita como a personificação da sabedoria de Deus (adiante falaremos mais profundamente). O que está exactamente a tentar dizer A Cabana com esta surpreendente revelação de uma visão de Deus dois terços feminina e etnicamente diversa?
Alguns críticos ficaram alarmados com estas imagens, e por isso acusaram o livro de ceder ao feminismo politicamente correcto e até mesmo promover um retorno pagão à adoração da deusa! Apesar da gravidade destas acusações, outros leitores permanecem profundamente atraídos por este retrato, e acham atraente a descrição de Deus como Mãe. Outros ainda negligenciaram a descrição maternal de Papá e Sarayu como um aspecto relativamente pouco importante ou incidental da narrativa. Então, o que exactamente está correcto?
No meu ponto de vista, a descrição não é herética nem desprovida de importância. Mas coloca‑nos no âmago de algumas perguntas importantes e fascinantes sobre a maneira pela qual o Deus transcendente de toda a Criação chega ao nosso pequeno mundo.
![]()