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Pedro Almeida Vieira e Editorial Planeta desenterram do esquecimento o Primeiro Romance Moderno Português.

13 de Abril de 2012 às 11:54

O PRIMEIRO ROMANCE MODERNO PORTUGUÊS

O ESTUDANTE DE COIMBRA ou Relâmpago da História Portuguesa desde 1826 até 1838

Uma obra que reescreve a história da Literatura Portuguesa.

 

A grande crónica contemporânea das Guerras Liberais, num estilo desassombrado, feita por um escritor pioneiro, esquecido e agora redescoberto, que deverá ser considerado o pai do romance português moderno.

 

Centazzi foi o primeiro romancista português, ainda antes de Alexandre Herculano e Almeida Garrett, antecipando em quatro anos Eurico, o Presbítero e em seis Viagens na Minha Terra.

 

Publicou em 1840 e 1841 O Estudante de Coimbra, o primeiro romance português moderno, afirmando-se como pioneiro do Romantismo em Portugal.

 

Foi ainda o primeiro romancista a ser traduzido no estrangeiro, embora ignorado pela elite nacional da época e ausente de quaisquer estudos sobre literatura nacional.

 
Em 1844, foi publicada em Leipzig a tradução em alemão da sua obra O Estudante de Coimbra, ou Relâmpago da História Portugueza, sob o título Der Student von Coimbra, pelo editor H.B. Hirschfeld.

 

UM ESCRITOR DESENTERRADO DO ESQUECIMENTO

Pedro Almeida Vieira, conhecido romancista e organizador de uma base de dados de literatura histórica, desenterrou do esquecimento esta obra e o autor.

 

A professora Maria de Fátima Marinho, directora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, escreveu para esta edição um estudo sobre a obra literária de Centazzi onde afirma que O Estudante de Coimbra sobressai pela modernidade e grande actualidade «afastando-se decisivamente do romance setencista».

 

Retrata as venturas e desventuras de um estudante de Coimbra que se vê envolvido nas Guerras Liberais, enquanto tenta recuperar a sua amada, Maria, das teias urdidas por um frade demasiado mundano.

 

A acção passa-se em Portugal e França, no período entre 1826 e 1838, constituindo, além de mais, um excelente repositório dos conturbados e sanguinários acontecimentos dessa época e a evolução política nos anos subsequentes, onde Centazzi faz transparecer a sua desilusão.